Quais são as principais dificuldades para registrar agrotóxico no Brasil?

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Quais as principais dificuldades para registrar agrotóxico?

Registrar um agrotóxico no Brasil envolve um processo regulatório complexo, com dificuldades técnicas, regulatórias, financeiras e relacionadas ao tempo de análise. O produto só pode ser registrado após avaliação conjunta de três órgãos:

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O que você vai ver nesse Blog:

  • O que são agrotóxicos e como são classificados? 
  • Quem precisa registrar agrotóxico no Brasil? 
  • Para quem é obrigatório o registro de agrotóxico?
  • Quais são as principais dificuldades para registrar agrotóxicos? 
  • Como a Stone Okamont pode ajudar.

O que são agrotóxicos?

Agrotóxicos são produtos destinados a prevenir, destruir, repelir ou controlar organismos que prejudicam a produção agrícola, florestal, pastagens e outros sistemas produtivos, incluindo substâncias químicas, biológicas ou semioquímicas.

No Brasil, a definição legal foi atualizada pela Lei nº 14.785/2023, que passou a utilizar oficialmente o termo "pesticidas", embora o termo "agrotóxicos" continue amplamente empregado na legislação anterior, na literatura técnica e no debate público.

Os agrotóxicos podem ser classificados de acordo com sua finalidade:

  • Inseticidas: controlam insetos;
  • Herbicidas: controlam plantas daninhas;
  • Fungicidas: controlam fungos causadores de doenças;
  • Acaricidas: controlam ácaros;
  • Nematicidas: controlam nematoides;
  • Rodenticidas: controlam roedores;
  • Bactericidas: controlam bactérias fitopatogênicas;
  • Moluscicidas: controlam lesmas e caramujos.

 

O uso de agrotóxicos deve seguir as recomendações técnicas e as normas dos órgãos reguladores, de forma a minimizar riscos à saúde humana, aos organismos não alvo e ao meio ambiente.

Por que o registro de agrotóxicos é obrigatório no Brasil?

O registro de agrotóxicos é obrigatório para garantir que apenas produtos com qualidade, eficácia e segurança comprovadas sejam produzidos, comercializados e utilizados no país. Esse processo protege a saúde humana, o meio ambiente e assegura que o produto cumpra a finalidade para a qual foi desenvolvido.

Os principais objetivos do processo são:

  • Proteger a saúde humana, avaliando riscos toxicológicos para trabalhadores, consumidores e população em geral;
  • Preservar o meio ambiente, analisando impactos sobre solo, água, fauna, flora e organismos não alvo, como abelhas e peixes;
  • Comprovar a eficácia agronômica do produto para a praga, doença ou planta daninha a que se destina;
  • Assegurar a qualidade do produto — composição, estabilidade, processo de fabricação e controle de impurezas;
  • Estabelecer condições seguras de uso, incluindo dose, modo e época de aplicação, intervalo de segurança e EPIs;
  • Promover a rastreabilidade e a fiscalização, permitindo que os órgãos competentes monitorem a fabricação, comercialização e utilização dos produtos registrados.

Para quem é obrigatório o registro de agrotóxico?

O registro de agrotóxico é obrigatório para toda empresa que deseje fabricar, importar, exportar, comercializar ou utilizar esses produtos no Brasil. A análise é feita em conjunto pelo:

  • Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que avalia a eficácia agronômica e aspectos de produção e qualidade;
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia os riscos à saúde humana;
  • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que avalia os impactos ambientais.

 

Esse sistema tripartite foi mantido pela Lei nº 14.785/2023: se qualquer um dos três órgãos vetar o registro, o produto não pode ser aprovado.

Quais as principais dificuldades para registrar agrotóxicos no Brasil?

O processo apresenta desafios ligados à complexidade técnica, científica e regulatória exigida para comprovar qualidade, eficácia e segurança do produto:

  • Elevado volume de estudos técnicos: é necessário apresentar um dossiê com estudos de caracterização físico-química, toxicologia, ecotoxicologia, comportamento ambiental, resíduos, estabilidade, métodos analíticos e eficácia agronômica.
  • Alto custo do processo: geração dos estudos, desenvolvimento da formulação, análises laboratoriais, ensaios de campo e taxas regulatórias representam investimento elevado.
  • Longo tempo de avaliação: o processo pode levar vários anos, já que envolve análise técnica detalhada por diferentes órgãos.
  • Avaliação multidisciplinar: o produto é analisado simultaneamente sob os aspectos agronômico, toxicológico e ambiental, cada um com requisitos próprios.
  • Exigências regulatórias rigorosas: qualquer inconsistência na documentação ou nos estudos pode gerar exigências complementares e atrasar a aprovação.
  • Comprovação da eficácia agronômica: é preciso demonstrar, por meio de ensaios conduzidos conforme protocolos oficiais, que o produto controla efetivamente a praga, doença ou planta daninha indicada.
  • Controle de qualidade e fabricação: o fabricante precisa comprovar padronização do produto, controle de impurezas e estabilidade durante a validade.
  • Atualizações regulatórias constantes: a legislação e os critérios técnicos evoluem com frequência, exigindo acompanhamento contínuo das empresas.

 

Quer entender também o passo a passo do processo? Veja nosso conteúdo sobre como registrar agrotóxico no Brasil. 

Perguntas frequentes sobre registro de agrotóxicos

O que é o registro de agrotóxicos?

O registro de agrotóxicos é o processo regulatório que autoriza a produção, importação, comercialização e utilização de um produto no Brasil, garantindo eficácia contra o organismo-alvo e segurança para a saúde humana e o meio ambiente.

Quais órgãos são responsáveis pelo registro de agrotóxicos?

MAPA, Anvisa e Ibama, cada um avaliando aspectos específicos do produto.

Quanto tempo pode levar o registro de um agrotóxico no Brasil?

Varia conforme a complexidade do produto, qualidade da documentação apresentada e o tempo de análise pelos órgãos competentes. Em muitos casos, o processo leva vários anos.

Um produto biológico também precisa de registro?

Sim. Produtos fitossanitários de origem biológica também precisam ser registrados, embora os requisitos técnicos possam variar conforme a natureza do produto.

O que acontece se um agrotóxico for comercializado sem registro?

Configura infração à legislação brasileira, podendo resultar em sanções administrativas, apreensão de produtos, multas e outras penalidades previstas em lei.

Como a Stone Okamont pode ajudar no registro de agrotóxicos?

A Stone Okamont acompanha empresas em todas as etapas do processo de registro de agrotóxicos, do planejamento regulatório e elaboração do dossiê técnico ao acompanhamento das análises junto ao MAPA, à Anvisa e ao Ibama.

 

Se sua empresa está avaliando o registro de um agrotóxico ou enfrenta dificuldades no processo em andamento, fale com a Stone Okamont e conte com uma equipe especializada em inteligência regulatória.

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